quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Na mesinha de cabeceira (3)


Fiz a minha primeira incursão na leitura em espanhol e digo-vos foi HILARIANTE!







Mas vou-vos contar tudo desde o início:

  • O livro aguardava-me em casa. (Foi um presente de uma das minhas amizades mais antigas -em tempo e também em idade- e com quem compartilho alegrias, tristezas, livros, filmes, músicas, mimos, tontarias, disparates, mas sobretudo um bem-querer muito grande. Se esta Piquenina é crescida em algumas coisas, a ela o deve... Com ela descobri (e continuo sempre a descobrir) muitas coisas. Já lá vão quase 17 anos, não é verdade Carmenzita????) Ele era o Mimo nº 4 de um conjunto de mimos, que me aguardavam na mesa na sala, e dos quais também fazia parte uns monstrinhos do Universo Tim Burtoniano e que agora estão na minha mesinha de cabeceira! É para ver se tornam os meus pesadelos mais divertidos e os meus sonhos mais negros e quem sabe se assim não poderei fazer parte do Nightmare Before Christmas??? (Um dia destes vou-vos mostrar um outro mimo que está numa moldura rosa-choque, para verem as tontarias que esta miúda descobre!!!)
  • Tocar este livro é bestial. É um livro aquático! Pode-se levar para a piscina, para a banheira, e sobretudo para uma ilha! Água não representa qualquer problema!
  • O título não podia estar mais apropriado à fase que me atravessa: "Psiquiatras, Psicólogos y otros enfermos".
O autor chama-se Rodrigo Muñoz Avia e a história incide também sobre um Rodrigo. É um homem de classe média, casado e com dois filhos, que trabalha numa empresa familiar e leva uma existência feliz e sem sobressaltos até que "descobre" uma alteração nervosa provocada pelos botões de um casaco do cunhado. O cunhado, que é psiquiatra, sugere-lhe a necessidade de um tratamento para se curar dessas perturbações e apartir de então a vida deste homem vai parar nas mãos de psiquiatras, psicólogos, curandeiros e "outros especialistas" em desmontar o seu sistema emocional e... (têm que ler para saber o que significam as reticências).
O livro abre com uma passagem deliciosa:

"Hola. Me llamo Rodrigo. Rodrigo Montalvo Letellier. Antes de ir al psiquiatra yo era una persona feliz. Ahora soy disléxico, obsesivo, depresivo y tengo diemo a la muerte, o sea, miedo. En el psiquiatra he aprendido que la palabra felicidad es una convención que carece de sentido. He aprendido que el hecho de volver a ser feliz algún día no sólo es imposible, sino completamente imposible. Ahora me pregunto más cosas de las que me gustaría: sobre la muerte y sobre la vida."

Para além da ironia, que atravessa todo o livro, o engenho com que Rodrigo usa a parafasia do protagonista para fazer uma sucessão de jogos de palavras resulta em algo delicioso! Uma das minhas passagens preferidas é o seu encontro (almoço) com um psiquiatra argentino! Com ele o nosso protagonista desperta para o medo da morte e que lhe permite chegar ao fim e dizer: "“sigo siendo parafásico, obsesivo y medianamente infeliz, aparte de tenerle un miedo atroz a la muerte”.
Se doperem não cerpam! Ah! Ah! Ah!

1 comentários:

. 11 de setembro de 2008 às 23:05  

não te sabia apreciadora de manel cruz (:

foge foge bandida, mas não te podes esconder, não *

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