segunda-feira, 4 de março de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
despojos do melhor filme do ano (que a mim pouco me importa o que diz a academia)
[Cristopher Waltz/King Schultz]
no seu discurso de agradecimento (dirigindo-se a Quentin Tarantino) após ter ganho o Óscar para melhor actor secundário - como King Schultz - em Django Unchained.
palavras estas que também fazem parte do guião do filme.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
"credo a tua vida dava um filme indiano"
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
repetição
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
365
uma vez mais a ideia surgiu-me sem eu contar. numa ida a pé dos Clérigos em direcção a São Bento.
na verdade cada presente são 365 presentes porque, como diz no postal:
Gosto de dar e não preciso de pretextos para oferecer"
passo a explicar: nesta pen, que vêem na imagem, existem 365 ficheiros, organizados por meses, e um para cada dia de cada mês.
é suposto quem recebe este presente abrir um, e só um, ficheiro por dia, correspondente ao dia em que estamos.
dentro desta pen há vídeos, há cartoons, há músicas, há contos, há 365 presentes.
uns terão o sabor das pindéricas meias, oferecidas pelas tias e, outros, o doce sabor do primeiro amor.
pode-se copiar o conteúdo da pen para o pc pessoal e ter assim este "depósito de presentes" sempre há mão.
existem imagens inspiradoras. outras somente divertidas. existem dicas de cozinha, contos de ficção científica, poemas... tudo para que possa, pelo menos uma vez por dia e durante um ano, presentear aqueles a quem quero bem.
quando comecei não me dei conta da "empreitada" que seria organizar estes presentes. posso-vos dizer que passei muitas horas de volta disto. todas muito bem empregues porque, tal como em anos anteriores, é sempre um enorme prazer pensar, elaborar e concretizar estas ideias de natal que tornam (pelo menos) o meu natal diferente e especial.
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Etiquetas: e que tal apostar num Natal diferente?, it is I: piquenina, loving it, rituais... don't you just love it?, se me desse nas perninhas ficava sem andar mas como me dá na cabeça...
domingo, 16 de dezembro de 2012
[sou adoptada]
mas
desenganem-se aqueles que acham que dos meus pais não sou filha ou dos
meus avós neta. e se dúvidas houvesse, a genética esclarece, bem como
aquele sinal tão só, igual ao da avó, como quem vai a caminho da orelha
esquerda.
sou adoptada porque me deixei adoptar, não sem algumas
confusões muito próprias das adopções. numa família sou irmã e noutra
sou tia, aquela que ninguém diria que um dia partiria sem data para
regressar. naquela sou ao mesmo tempo madrinha, irmã, afilhada, comadre
e, a bem dizer da verdade, já ninguém sabe como tudo começou. E na outra
sou a cunhada a fingir, que um dia decidiu a mão do irmão pedir.
naquela sou sobrinha, riqueza da sua tia que muito se angustia e definha
quando me tenta telefonar. em nenhuma sou mãe e, aqui para nós, ainda
bem! e, na grande maioria, não há nenhuma verdadeira genealogia que me
permita encaixar.
sou adoptada e isso é a maior garantia de, um dia, ainda poder vir a ser pai!
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
challenge accepted
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Etiquetas: e quem fala assim não é gago... quiçá será coutinho, tiraste-me as palavras da boca
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
não é a melhor, nem a mais bonita, música de natal mas é a minha preferida
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domingo, 25 de novembro de 2012
manifestação na casota
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domingo, 11 de novembro de 2012
gosto...
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012
do amor das pequenas coisas
deste que é O amor que recebo e que espero conseguir dar de volta, ainda que às vezes muito atabalhoadamente.
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domingo, 28 de outubro de 2012
Poemas que vivem na Casota
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012
viagens no tempo
aconteceu hoje quando, por acaso, ouvi esta música..
e voltei à minha infância.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
Poemas que vivem na casota (não me recordo no número)
A Pedra de Toque
isto que se diz
é o toque da pedra
o milagre do giz.
É o deslumbramento
de se poder gravar
na ardósia do momento
o grifo do mal estar.
É o pressentimento
de se poder somar
o riso com o risco
o rictus com o mar.
É possuir-se o lento
tempo de calar
(mui leal conselheiro
dos que sabem cantar).
É esperar-se por dentro
o que nos vem de fora
e atirar a pedra
nos homens e na hora.
José Carlos Ary dos Santos
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
gosto de... quem gosta de avós
Eu
que me comovo por tudo e por nada. Eu que sou fã de avós. Eu que sou
uma mariquinhas. Eu que sinto tanta falta do meu avô e que amo de paixão
a minha avó.
Não é o que de mais brilhante ele já fez mas, para mim, é o mais bonito. Ver aqui.
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terça-feira, 9 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
compatibilidades
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domingo, 30 de setembro de 2012
porque não vou visitar campas em cemitérios - finalmente o conjunto de palavras que o descreve
eu não estou lá… eu não durmo
Eu estou em mil ventos que sopram
E na neve macia que cai
Nos chuviscos suaves de outono
Nos campos de colheita de grãos
Não chores à beira do meu túmulo
Eu não estou lá
Eu estou no silêncio da manhã
Na algazarra graciosa
De pássaros a esvoaçar em círculos
No brilho das estrelas à noite
Não chores à beira do meu túmulo
Eu não estou lá
Eu estou nas flores que desabrocham.
Numa sala silenciosa.
No cantar dos pássaros,
Em cada coisa que te encantar.
Não chores à beira do meu túmulo
Eu não estou lá
[Mary Elizabet Frye]
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012
os meus pés...
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Impossível é não viver
| (Foto tirada na Av. dos Aliados, 15 de Setembro de 2012) |
Já é antigo mas não podia ser mais actual.
Sabemos bem que é inútil resmungar contra o ecrã do telejornal. O vidro não responde. Por isso, temos outros planos. Temos voz, tantas vozes; temos rosto, tantos rostos. As ruas hão-de receber-nos, serão pequenas para nós. Sabemos formar marés, correntes. Sabemos também que nunca nos foi oferecido nada. Cada conquista foi ganha milímetro a milímetro. Antes de estar à vista de toda a gente, prática e concreta, era sempre impossível, mas viver é acreditar. Temos direito à esperança. Esta vida pertence-nos.
Além disso, é magnífico estragar a festa aos poderosos. É divertido, saudável, faz bem à pele. Quando eles pensam que já nos distribuíram um lugar, que já está tudo decidido, que nos compraram com falinhas mansas e autocolantes, mostramos-lhes que sabemos gritar. Envergonhamo-los como as crianças de cinco anos envergonham os pais na fila do supermercado. Com a diferença grande de não sermos crianças de cinco anos e com a diferença imensa de eles não serem nossos pais porque os nossos pais, há quase quatro décadas atrás, tiveram de livrar-se dos pais deles. Ou, pelo menos, tentaram.
O único impossível é o que julgarmos que não somos capazes de construir. Temos mãos e um número sem fim de habilidades que podemos fazer com elas. Nenhum desses truques é deixá-las cair ao longo do corpo, guardá-las nos bolsos, estendê-las à caridade. Por isso, não vamos pedir, vamos exigir. Havemos de repetir as vezes que forem necessárias: temos direito a viver. Nunca duvidámos de que somos muito maiores do que o nosso currículo, o nosso tempo não é um contrato a prazo, não há recibos verdes capazes de contabilizar aquilo que valemos.
Vida, se nos estás a ouvir, sabe que caminhamos na tua direcção. A nossa liberdade cresce ao acreditarmos e nós crescemos com ela e tu, vida, cresces também. Se te quiserem convencer, vida, de que é impossível, diz-lhe que vamos todos em teu resgate, faremos o que for preciso e diz-lhes que impossível é negarem-te, camuflarem-te com números, diz-lhes que impossível é não teres voz.
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
esbardalhar-me à grande
ESBARDALHAR
v. tr.
1. Contar o que é ou não secreto; praticar inconfidência.
2. Zangar-se, falar em tom mais alto.
3. [Portugal: Trás-os-Montes] Estragar, desmoronar.
v. tr. e pron.
4. [Portugal, Informal] Ter um acidente (ex.: esbardalhou o carro na curva; esbardalhou-se a alta velocidade). = ESPETAR, ESTAMPAR
v. pron.
5. [Portugal, Informal] Dar uma queda (ex.: esbardalhou-se ao comprido na entrada do cinema). = ESPETAR
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
férias
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terça-feira, 21 de agosto de 2012
Dos prazeres das férias
| "Senhoras da Aldeia", Carviçais, Agosto de 2012 |
| "Cicerone e contadora de histórias", Carviçais, Agosto de 2012 |
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Etiquetas: Raios de Sol
segunda-feira, 30 de julho de 2012
há gente que sabe como entrar por uma porta
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domingo, 29 de julho de 2012
speak porto
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sábado, 28 de julho de 2012
a Marilyn de São Bento
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Etiquetas: loving it, p'los caminhos de Portugal - eu vi tta coisa linda - vi o mundo sem igual
quinta-feira, 26 de julho de 2012
este filme teve entrada directa na categoria: mimo para a alma
(adoro a cena no hospital!)
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quarta-feira, 25 de julho de 2012
drive
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Etiquetas: Clap Clap Clap, E se também fossemos?
segunda-feira, 23 de julho de 2012
"igreja" candidata à apreciação da Piquenina
Publicada por Raio de Sol à(s) 17:07 1 comentários
Etiquetas: Raios de Sol
sexta-feira, 20 de julho de 2012
couldn't say it better
Publicada por Piquenina à(s) 11:06 0 comentários
Etiquetas: Desabafos, it is I: piquenina
terça-feira, 17 de julho de 2012
hoje fiz de coveira
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Etiquetas: efeitos secundários de um gato preto, MIUzices, na casota da piquenina
segunda-feira, 16 de julho de 2012
é tudo uma questão de postura
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La source des femmes
Sobre as mulheres que ousam e os homens que ousam com elas.
Sobre a dignidade, a beleza, as tradições, o amor, os erros, os recomeços.
Sobre a dificuldade de mudar o pensamento e as atitudes.
Sobre os desafios.
Um dos filmes mais bonitos que vi nos últimos tempos.
Publicada por Piquenina à(s) 01:15 2 comentários
Etiquetas: E se também fossemos?, Mimos para a alma
quinta-feira, 12 de julho de 2012
a risada mais gostosa
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
Coisas avulsas que me dizem em contextos variados
bjs"(no decorrer de uma troca de mensagens em que ambos estávamos a tentar animar uma amiga comum)
"Gosto mesmo de estar contigo!"
(depois de 15 dias sem me ver)
(uma sms num dia em que estava muito "estragada" e em que me tinha esquecido os meus próprios ensinamentos - eu sou a amiga referida.)
"Obrigada gaijinha, pelas gargalhadas. Por me fazeres rir."
(ao telefone, com alguém que atravessa uma fase não tão boa)
"Gostei TAAAAANNNTO do nosso almoço hoje! :)"
(um sms num dia de almoço especial e como há muito já não partilhávamos)
Publicada por Piquenina à(s) 16:00 2 comentários
Etiquetas: Coisas que acontecem
I think I saw...
Publicada por Piquenina à(s) 11:25 1 comentários
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
Dinheiros da Comissão Europeia
Publicada por Piquenina à(s) 14:23 1 comentários
Etiquetas: Tu queres ver...
sábado, 7 de julho de 2012
je vends des robes
Publicada por Piquenina à(s) 12:13 1 comentários
Etiquetas: a minha vida tem uma banda sonora incorporada, Bordéus
sexta-feira, 6 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
a minha resposta a esta mensagem
... Se há coisa que aprendi é que não podemos planear o futuro porque a vida muda num segundo. E isso todos, na verdade, sabemos mas viver com essa consciência no dia-a-dia foi algo que ganhei. Por isso stresso-me menos, angustio-me menos, sofro menos. Tenho dias maus como toda a gente mas aí agarro-me aos pequenos prazeres e felicidades que descobri e que cultivo. Tenho uma situação profissional muito instável, ou vivia angustiada com isso ou optava por tirar o melhor partido da situação e, agora, a todos os níveis é isso que tento fazer. Não espero nada de ninguém, antes pelo contrário e por isso é uma maravilha quando alguma coisa boa acontece (como esta mensagem, hoje). Do mau tiro o bom. Não faço fretes e, se por um acaso tenho que fazer algum tiro a lição que isso me der. Quando um dia corre muito mal, à noite tiro prazer de um copo de vinho, de um telefonema à minha avó. Deixei de fazer contas e de me angustiar com o facto de um dia poder não ter dinheiro. Vivo com o que tenho, com cabeça tronco e membros, e se um dia me deparar com essa situação logo me preocuparei. Aceitei que há coisas que não vou ser na vida, e outras que não irei concretizar. Ajudo quem me pede ajuda e até aqueles que não me pedem. Desliguei-me da igreja e, até certo ponto, de Deus. Nas dificuldades conto comigo e nas bençãos agradeço a algo que às vezes sinto que - eventualmente - anda por aí. Se uma companhia me faz mal à existência (porque só vive de dizer mal e de reclamar) afasto-me, não deixo que me aluguem a alma para despejarem o seu caixote do lixo, dia após dia. Estou cá para os amigos, mas dou-me o direito de não estar sempre bem. Vivo de pequenos nadas e de pequenos prazeres. O gato que se enrosca a mim e ronrona. O sol e o calor nas costas e se, por acaso, chove danço à chuva. Rio muito e gargalho ainda mais, ainda que isso incomode as pessoas e que elas estejam sempre a tecer comentários. Descobri (alguns) os meus limites. Sei que sou razoavelmente boa nalgumas coisas, medíocre noutras. Assumo que não sei, assumo as dificuldades. Evito os conflitos, aprendi a calar quando sei que ninguém vai ouvir. Não fujo deles, quando entendo que são necessários. Percebi que posso fazer tudo certo e, mesmo assim, não ser recompensada. Por isso, em algumas situações também não me sinto obrigada a "fazer tudo certo". Dou cada vez mais valor, à minha mãe, à minha avó, ao meu pai... do meu avô sinto muita falta, mas sei que enquanto ele esteve por cá eu fiz tudo o que podia. Vivi muitos bons momentos com ele que recordo com grande intensidade e amor. Vivi muitas coisas boas no passado e muitas coisas más. Não vivo agarrada a nenhumas. Todos os dias tento ser um bocadinho melhor como pessoa. Às vezes falho redondamente. Tenho umas frases coladas na parede da casa-de-banho: "Hoje, apenas hoje serei feliz" do João XXIII; "Tudo tem a sua ocasião própria e há tempo para todo o propósito debaixo do céu" do Eclesíastes; "Je suis comme je suis je suis faite comme ça, quand j'ai envie de rire oui je ris aux éclats" do Prévert e "Quando nada é certo, tudo é possível" da Margaret Crabble
Há dias em que isto tudo falha e, nesses dias, choro, morro e no outro dia renasço de novo e tento outra vez. Levo-me pouco a sério. Não faço dieta. Dou-me várias vezes o prazer de não cumprir um dever. Faço surpresas, escrevo cartas. Convido pessoas para virem comer comigo. Não deixo nenhum elogio por fazer. Digo mais bem, e elogio mais, do que crítico. Não me interesso pela vida das pessoas a não ser que elas a queiram partilhar comigo. A curiosidade, pela curiosidade não me importa. Encerrei capítulos na minha vida. Deixei pessoas. De vez em quando vou fazer uma massagem. Quando tenho de fazer alguma tarefa doméstica que odeio, ponho uma música boa a tocar e não passo mais de 1h a fazê-la. Durmo sestas. Planeio pouco. Executo mais. E é isto e, se calhar outro tanto que não sei identificar. Fico feliz com mensagens inesperadas como esta tua, hoje. E isso faz-me sentir um pouco de eternidade.
Respondi à pergunta, que não foi exactamente feita?
Publicada por Piquenina à(s) 22:26 3 comentários
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