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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

sobre como ganhar o respeito de um polícia

o meu avô foi caçador.
eu, ia à caça com ele. gostava muito dos rituais que envolviam o ir à caça. levantar cedo, equipar, pegar na arma, na cartucheira, na merenda e caminhar, caminhar muito, saltar as fragas, seguir as pistas, parar para almoçar. sentir o cheiro das giestas queimadas e comer as alheiras assadas nesse fogo. no final do dia voltar, regressar com aquele grupo de homens e entrar no povo com um coelho atado à cinta. nunca gostei da caça às rolas, mas gostava muito da caça ao coelho. o meu avô tinha uma espingarda que queria que fosse minha. nunca tirei a carta de caçadora e, por isso, a arma foi dele até ele morrer. o que ele mais queria era que eu tivesse a espingarda dele. ensinou-me a montá-la e a desmontá-la. a limpá-la e a disparar. 

por estes dias fomos tratar da papelada da espingarda, à polícia. o senhor que nos atendeu, simpático, não deixou de ser paternalista quando viu duas mulheres - eu e a minha mãe, as duas piqueninas por sinal - entrarem com uma espingarda de caça para tratar da papelada. chegada a hora de montar a espingarda, o senhor estava com dificuldade para colocar os canos. tive de lhe dizer que tinha de puxar a culatra atrás. depois, bom, depois veio a hora de desmontar e, aquela espingarda, tem um truque que, se não se conhecer, torna impossível de desmontá-la. quando vi o senhor polícia a tentar fazer força para tirar os canos e a tentar mexê-los de um lado para o outro tive de lhe dizer: "dê-me cá a arma que agora, se não souber, nem com uma serra eléctrica lhe tira os canos". e, como num passe de mágica, desmontei a arma com uma pancadinha leve e suave. 

a partir desse momento, foi como se passasse a pertencer a um clube restricto, do qual o senhor polícia fazia parte. no final um aperto de mão, à homem, e a recomendação: "vá-se inscrever já para tirar a carta de caçadora!".

o que o meu avô se teria rido com esta história! rido e teria dito: "ah pois é, aquilo não sabendo ninguém a desmonta!".

que saudades avô. que saudades!

o maior entusiasta das caminhadas

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

gato ao sol de laranjeira

domingo, 25 de dezembro de 2011

dia de natal

foi dia de ir ao rebusco da amêndoa!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

gosto... do som dos sinos

que acompanha a imagem e as memórias da aldeia transmontana.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

viagens na minha terra...


aqui guardou-se trigo, na altura da "Campanha do Trigo".
ainda resta a sigla: FNPT - Federação Nacional dos Produtores de Trigo
(entretando substituída por EPAC - Empresa p/ Agroalimentação e Cereais)

domingo, 3 de janeiro de 2010

viagens na minha terra...


por aqui já existiram carris e já passaram comboios.

sábado, 2 de janeiro de 2010

viagens na minha terra...


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

sempre a queimar lenha...



que o frio que está é capaz de "congelar o fogo do inferno"
(people da aldeia dixit)

há quem profetize que irá nevar por estes dias...
eles lá sabem.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

"lá vêem duas mães e duas filhas!" (somos nós as 3)


os passeios que damos as três no final do dia, já depois de jantadas e da cozinha arrumada, não têm preço.

não é pelo passeio, não é pela conversa, não é pelo destino mas é pelo que representa e pelo que fica gravado no coração e na memória. tento guardar tudo, para se (e quando) ficar sem elas, poder tê-lo sempre presente.
um dia gostava de dar estes passeios e eu ser a velhota de bengala...

p.s. hoje ouvimos alguém dizer à nossa passagem:
"eu sei quem é que ali vai feliz!" (falavam da minha avó, por ir com a filha e de braço dado comigo)
o que não sabem é que tanto eu, como a minha mãe, também íamos (igualmente) felizes!

sábado, 22 de agosto de 2009

Viagens na minha terra...


aqui, na aldeia, a vida passa-se na rua. é nela que se dão encontros e se fala da vida... de todos os dias. já foram ruas mais povoadas. na minha infância, nesta altura do ano, havia sempre bandos de garotos e de adultos nas ruas. os primeiros corriam, jogavam, gritavam, choravam, berravam os segundos conversavam, punham a vida em dia, sentiam o tempo passar-lhes na pele. agora tudo está mais despovoado mas, os que ainda restam, continuam a fazer da rua a sua sala de estar em noites de verão e, por isso, aqui e além não faltam locais onde sentar e conversar.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

gosto de... amoras

de silva ou de amoreira.

de pintar as mãos, os lábios, a língua com elas.

gosto de as apanhar. gosto do sabor.

... e a pipoca também :)

para mim, para ela e para quem gostar, aqui ficam.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

ritual...

de final de tarde.

subir ao local mais alto da aldeia e descansar os olhos nesta paisagem.


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