segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Impossível é não viver

(Foto tirada na Av. dos Aliados, 15 de Setembro de 2012)
 
O texto que se segue foi um contributo do escritor José Luís Peixoto para o MayDay Lisboa.
Já é antigo mas não podia ser mais actual.

Se te quiserem convencer que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado, impossível é não teres voz. Temos direito a viver. Acreditamos nessa certeza com todas as forças do nosso corpo e, mais ainda, com todas as forças da nossa vontade. Viver é um verbo enorme, longo. Acreditamos em todo o seu tamanho, não prescindimos de um único passo do seu/nosso caminho.

Sabemos bem que é inútil resmungar contra o ecrã do telejornal. O vidro não responde. Por isso, temos outros planos. Temos voz, tantas vozes; temos rosto, tantos rostos. As ruas hão-de receber-nos, serão pequenas para nós. Sabemos formar marés, correntes. Sabemos também que nunca nos foi oferecido nada. Cada conquista foi ganha milímetro a milímetro. Antes de estar à vista de toda a gente, prática e concreta, era sempre impossível, mas viver é acreditar. Temos direito à esperança. Esta vida pertence-nos.

Além disso, é magnífico estragar a festa aos poderosos. É divertido, saudável, faz bem à pele. Quando eles pensam que já nos distribuíram um lugar, que já está tudo decidido, que nos compraram com falinhas mansas e autocolantes, mostramos-lhes que sabemos gritar. Envergonhamo-los como as crianças de cinco anos envergonham os pais na fila do supermercado. Com a diferença grande de não sermos crianças de cinco anos e com a diferença imensa de eles não serem nossos pais porque os nossos pais, há quase quatro décadas atrás, tiveram de livrar-se dos pais deles. Ou, pelo menos, tentaram.

O único impossível é o que julgarmos que não somos capazes de construir. Temos mãos e um número sem fim de habilidades que podemos fazer com elas. Nenhum desses truques é deixá-las cair ao longo do corpo, guardá-las nos bolsos, estendê-las à caridade. Por isso, não vamos pedir, vamos exigir. Havemos de repetir as vezes que forem necessárias: temos direito a viver. Nunca duvidámos de que somos muito maiores do que o nosso currículo, o nosso tempo não é um contrato a prazo, não há recibos verdes capazes de contabilizar aquilo que valemos.

Vida, se nos estás a ouvir, sabe que caminhamos na tua direcção. A nossa liberdade cresce ao acreditarmos e nós crescemos com ela e tu, vida, cresces também. Se te quiserem convencer, vida, de que é impossível, diz-lhe que vamos todos em teu resgate, faremos o que for preciso e diz-lhes que impossível é negarem-te, camuflarem-te com números, diz-lhes que impossível é não teres voz.

José Luís Peixoto

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

esbardalhar-me à grande

é algo que eu faço na perfeição (à excepção do primeiro significado que, eu cá, não sou de inconfidências).

ESBARDALHAR
v. tr.
1. Contar o que é ou não secreto; praticar inconfidência.
2. Zangar-se, falar em tom mais alto.
3. [Portugal: Trás-os-Montes] Estragar, desmoronar.
v. tr. e pron.
4. [Portugal, Informal] Ter um acidente (ex.: esbardalhou o carro na curva; esbardalhou-se a alta velocidade). = ESPETAR, ESTAMPAR
v. pron.
5. [Portugal, Informal] Dar uma queda (ex.: esbardalhou-se ao comprido na entrada do cinema). = ESPETAR

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

férias

chegaram e passaram mas, este ano, estarão sempre presentes. as férias que souberam a eternidade e felicidade. feita, como sempre, de coisas piqueninas. abraços. passeios na praia, deserta, ao final do dia. banhos de mar. conversas sem rumo. pistas para o futuro. reencontros. muitos. riso. crianças. gargalhadas. petiscos na esplanada. esbardalhanço monumental na praia. descobertas. expressões que para sempre marcarão estas férias. avó. as minhas girls. passeios até ao jardim no final do dia. matar saudades de sabores que ficam longe a maior parte do ano. amizades de sempre. sol. piscina. sestas. livros. e, a certeza, em que não se repetindo o tempo este foi um dos mais felizes da minha vida e eu soube-o na altura.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Dos prazeres das férias

As férias são boas por muitos motivos (todos os conhecemos, não vou enumerá-los), mas quando as férias são oportunidade para visitar e rever amigos, mesmo que o tempo seja curto ele é um tempo "perfeito"! :-) Foi assim ontem e foi tão bom que merece um registo neste planeta tão especial.
Elas são especiais, ontem eu vi-as assim...
"Senhoras da Aldeia", Carviçais, Agosto de 2012
"Cicerone e contadora de histórias", Carviçais, Agosto de 2012

segunda-feira, 30 de julho de 2012

há gente que sabe como entrar por uma porta

(Faro, Julho 2012)

domingo, 29 de julho de 2012

speak porto

é o nome de um projecto que nasceu pela mão de alguém que veio de cascais para o porto e, ao fim de quase 20 anos a viver no porto, diz que já tem dupla nacionalidade e fala duas línguas. eu, sinto o mesmo e, por isso, este e outros pins vieram comigo na primeira vez em que me cruzei, ao vivo e a cores, com este projecto. para saberem mais naveguem por aqui

sábado, 28 de julho de 2012

a Marilyn de São Bento

(Estação de São Bento, Porto)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

este filme teve entrada directa na categoria: mimo para a alma

tudo tão bom, tão cuidado, tão bem abordado. tão bem interpretado!
(adoro a cena no hospital!)
bom, mas bom!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

drive

tinha tudo para ser muito mau, mas é bom!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

"igreja" candidata à apreciação da Piquenina

La Laguna, ilha de Tenerife, Espanha
(Julho, 2012)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

couldn't say it better

(imagem via favim.com)

terça-feira, 17 de julho de 2012

hoje fiz de coveira


segunda-feira, 16 de julho de 2012

é tudo uma questão de postura


La source des femmes

Sobre as mulheres que ousam e os homens que ousam com elas.
Sobre a dignidade, a beleza, as tradições, o amor, os erros, os recomeços.
Sobre a dificuldade de mudar o pensamento e as atitudes.
Sobre os desafios.
Um dos filmes mais bonitos que vi nos últimos tempos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

a risada mais gostosa

Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa
Quero sua alegria escandalosa
Vitoriosa por não ter
Vergonha de aprender como se goza
Quero toda sua boca castidade
Quero toda sua louca liberdade
Quero toda essa vontade
De passar dos meus limites
E ir além, e ir além
Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Coisas avulsas que me dizem em contextos variados

 "Piquenita es a MAIOR!!! E se precisares de um afilhado na categoria + 40 estou disponivel... bjs"
(no decorrer de uma troca de mensagens em que ambos estávamos a tentar animar uma amiga comum)

"Gosto mesmo de estar contigo!"
(depois de 15 dias sem me ver)

"Não sabemos o que vem amanhã com o novo dia... disse-me uma amiga. Eu sei que vou gostar de ti, não sei muito mais. Hoje isso basta-me!"
(uma sms num dia em que estava muito "estragada" e em que me tinha esquecido os meus próprios ensinamentos - eu sou a amiga referida.)

"Obrigada gaijinha, pelas gargalhadas. Por me fazeres rir."
(ao telefone, com alguém que atravessa uma fase não tão boa)

"Gostei TAAAAANNNTO do nosso almoço hoje! :)"
(um sms num dia de almoço especial e como há muito já não partilhávamos)

(eu sei que toda a gente ouve coisas destas mas para mim estes "piqueninos nadas" têm sabor a eternidade)

I think I saw...

ANDORINHAS!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Dinheiros da Comissão Europeia

gastos neste vídeo. (não consigo dizer mais nada)

sábado, 7 de julho de 2012

je vends des robes

Era esta a música que tocava na recepção do hotel quando cheguei 
para a última noite em Bordéus.
Impossível não ficar contagiada, digo eu!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

"igrejas" que aprecio

(Bordéus, Junho 2012)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

"igrejas" que aprecio

(Bordéus, Junho 2012)

terça-feira, 3 de julho de 2012

a minha resposta a esta mensagem

"Minha querida piquenina. Sei pouco do que andas a fazer e por ondes andas, mas pareces-me feliz. (...) Conta-me coisas tuas e que segredos descobriste tu para atingires esse aparente estado de graça. E se for um segredo daqueles que resultam mesmo vou ficar puto por não o teres partilhado."


... Se há coisa que aprendi é que não podemos planear o futuro porque a vida muda num segundo. E isso todos, na verdade, sabemos mas viver com essa consciência no dia-a-dia foi algo que ganhei. Por isso stresso-me menos, angustio-me menos, sofro menos. Tenho dias maus como toda a gente mas aí agarro-me aos pequenos prazeres e felicidades que descobri e que cultivo. Tenho uma situação profissional muito instável, ou vivia angustiada com isso ou optava por tirar o melhor partido da situação e, agora, a todos os níveis é isso que tento fazer. Não espero nada de ninguém, antes pelo contrário e por isso é uma maravilha quando alguma coisa boa acontece (como esta mensagem, hoje). Do mau tiro o bom. Não faço fretes e, se por um acaso tenho que fazer algum tiro a lição que isso me der. Quando um dia corre muito mal, à noite tiro prazer de um copo de vinho, de um telefonema à minha avó. Deixei de fazer contas e de me angustiar com o facto de um dia poder não ter dinheiro. Vivo com o que tenho, com cabeça tronco e membros, e se um dia me deparar com essa situação logo me preocuparei. Aceitei que há coisas que não vou ser na vida, e outras que não irei concretizar. Ajudo quem me pede ajuda e até aqueles que não me pedem. Desliguei-me da igreja e, até certo ponto, de Deus. Nas dificuldades conto comigo e nas bençãos agradeço a algo que às vezes sinto que - eventualmente - anda por aí. Se uma companhia me faz mal à existência (porque só vive de dizer mal e de reclamar) afasto-me, não deixo que me aluguem a alma para despejarem o seu caixote do lixo, dia após dia. Estou cá para os amigos, mas dou-me o direito de não estar sempre bem. Vivo de pequenos nadas e de pequenos prazeres. O gato que se enrosca a mim e ronrona. O sol e o calor nas costas e se, por acaso, chove danço à chuva. Rio muito e gargalho ainda mais, ainda que isso incomode as pessoas e que elas estejam sempre a tecer comentários. Descobri (alguns) os meus limites. Sei que sou razoavelmente boa nalgumas coisas, medíocre noutras. Assumo que não sei, assumo as dificuldades. Evito os conflitos, aprendi a calar quando sei que ninguém vai ouvir. Não fujo deles, quando entendo que são necessários. Percebi que posso fazer tudo certo e, mesmo assim, não ser recompensada. Por isso, em algumas situações também não me sinto obrigada a "fazer tudo certo". Dou cada vez mais valor, à minha mãe, à minha avó, ao meu pai... do meu avô sinto muita falta, mas sei que enquanto ele esteve por cá eu fiz tudo o que podia. Vivi muitos bons momentos com ele que recordo com grande intensidade e amor. Vivi muitas coisas boas no passado e muitas coisas más. Não vivo agarrada a nenhumas. Todos os dias tento ser um bocadinho melhor como pessoa. Às vezes falho redondamente. Tenho umas frases coladas na parede da casa-de-banho: "Hoje, apenas hoje serei feliz" do João XXIII; "Tudo tem a sua ocasião própria e há tempo para todo o propósito debaixo do céu" do Eclesíastes; "Je suis comme je suis je suis faite comme ça, quand j'ai envie de rire oui je ris aux éclats" do Prévert e "Quando nada é certo, tudo é possível" da Margaret Crabble
Há dias em que isto tudo falha e, nesses dias, choro, morro e no outro dia renasço de novo e tento outra vez. Levo-me pouco a sério. Não faço dieta. Dou-me várias vezes o prazer de não cumprir um dever. Faço surpresas, escrevo cartas. Convido pessoas para virem comer comigo. Não deixo nenhum elogio por fazer. Digo mais bem, e elogio mais, do que crítico. Não me interesso pela vida das pessoas a não ser que elas a queiram partilhar comigo. A curiosidade, pela curiosidade não me importa. Encerrei capítulos na minha vida. Deixei pessoas. De vez em quando vou fazer uma massagem. Quando tenho de fazer alguma tarefa doméstica que odeio, ponho uma música boa a tocar e não passo mais de 1h a fazê-la. Durmo sestas. Planeio pouco. Executo mais. E é isto e, se calhar outro tanto que não sei identificar. Fico feliz com mensagens inesperadas como esta tua, hoje. E isso faz-me sentir um pouco de eternidade.
Respondi à pergunta, que não foi exactamente feita?

it is I: piquenina


segunda-feira, 2 de julho de 2012

estragam-me com mimos

voltei de viagem e tinha este presente na caixa do correio.


ameeei! obrigada girls.

simetria

domingo, 1 de julho de 2012

"igrejas" que aprecio

(Bordéus, Junho 2012)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

sobre coisas inúteis...


quinta-feira, 21 de junho de 2012

e assim vai o mundo...

pelo menos para alguns.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

há dias em que tudo corre bem...

e, mesmo assim, nos sentimos a pior das criaturas.
e há dias em que tudo parece correr mal e, ainda assim, conseguimos sentir-nos assim.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Coisas que me emocionam...

programas como o BBC Terra dedicados aos grandes felinos.
update, agora com o vídeo em questão.

domingo, 17 de junho de 2012

Madame Frou Frou

porque não há como ter a vida empatada!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

às vezes não sabemos o bem que fazemos...

até recebermos uma sms como esta.

"Obrigada por tudo! Obrigada pela conversa de ontem... Precisava de te ouvir. Provavelmente vais ter de a repetir... Adoro-te, és infinitamente especial"

quarta-feira, 13 de junho de 2012

o inóspito pode ser incrivelmente bonito


terça-feira, 12 de junho de 2012

na casa-de-banho da casota


segunda-feira, 11 de junho de 2012

sou uma comum mortal

a viver num planeta específico.
ele há dias em que me sinto uma merda e dias em que me sinto especial (deveras especial).
ele há dias em que sinto que não conto para nada e outros em que sei que fiz toda a diferença.
ele há dias em que olho para a minha história e a julgo insignificante e outros em que me dou conta que ela é tão rica, tão cheia, tão plena, tão díspare, tão minha.
ele há dias em que me sinto incoerente e outros em que me dou conta que, em tudo o que realmente importa, sempre fui igual a mim.

ele há dias em que eu digo: "ele há dias" mas o que eu devia dizer é: "ele há momentos".


danças ocultas

foi um dos primeiros CD's que comprei, já lá vão 16 anos.
danças ocultas faz parte do meu lado romântico.

domingo, 10 de junho de 2012

classe

é "alcatifar" o chão do terraço com o Expresso para fazer uma sardinhada.

sábado, 9 de junho de 2012

assustadora, doentia, tensa, inquietante...

são alguns dos adjectivos usados para classificar a arte
do dinamarquês Don Kenn, que faz ilustrações como esta. 
eu??? gosto taaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaanto!
podem ver mais aqui e aqui.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

intoxicated, oh, struggling to breathe


terça-feira, 5 de junho de 2012

panisguice

mandei fazer esta pulseira. representa o meu afilhado e a minha afilhada. 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

couldn't say it better


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