quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

sem saber como...



vim parar aqui e, de repente, passou-me pela cabeça voltar aqui, 
frequentemente, para escrever...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

é



e outro, e mais outro, e ainda mais outro
e.. e depois cansa. principalmente se andarmos sempre em modo "super-heroe".

sábado, 11 de maio de 2013

cenas

segunda-feira, 22 de abril de 2013

[sobre... palavras que ficam]

"We're more of the love, blood, and rhetoric school. Well, we can do you blood and love without the rhetoric, and we can do you blood and rhetoric without the love, and we can do you all three concurrent or consecutive. But we can't give you love and rhetoric without the blood. Blood is compulsory. They're all blood, you see." 

in
rosencrantz & guildenstern are dead

terça-feira, 9 de abril de 2013

[sobre... o que me faz suspirar]

When I think of you in the city,
The sight of you among the sites.
I get this sudden sinking feeling,
Of a man about to fly.
Never kept me up before,
Now I’ve been awake for days.
I can’t fight it anymore,
I’m going through an awkward phase.
I am secretly in love with,
Everyone that I grew up with.
Do my crying underwater,
I can’t get down any farther.
All my drowning friends can see,
Now there is no running from it.
It’s become the crux of me,
I wish that I could rise above it.

But I stay down,

With my demons.
But I stay down,
With my demons

Passing buzzards in the sky,

Alligators in the sewers.
I don’t even wonder why,
Hide among the under views.
Huddle with them all night long,
The worried talk to god goes on.
I sincerely tried to love it,
Wish that I could rise above it.

But I stay down,

With my demons.
I stay down,
With my demons
I stay down,
With my demons.
I stay down,
With my demons
I stay down,
With my demons

Can I stay here? I can sleep

on the floor
paint the blood and hang the palms,
On the door.
Do not think I’m going places anymore,
Wanna see the sun come up above New York.
Oh, everyday I start so great,
Then the sunlight dips.
Less I’ve learned,
The more I see the pythons and the limbs.
Do not know what’s wrong with me,
Sours in the cup.
When I walk into a room,
I do not light it up.
Fuck.

So I stay down,

With my demons
I stay down,
With my demons
I stay down,
With my demons
I stay down,
With my demons




segunda-feira, 11 de março de 2013

[sobre... a experiência do amor incondicional]

nasceu no dia dos atentados de Madrid e devia ter percebido logo que ele me ia virar a vida do avesso. mas a perspicácia, às vezes, não é o meu forte. o dia em que me tornei sua madrinha tive de o embalar encaixado no lado esquerdo da anca, para impedir que mordesse o ambão, enquanto eu lia uma leitura. uma vez mais devia ter percebido que ele me ia desafiar. mas já vos falei da minha perspicácia, não é verdade??? a determinada altura a vida dele (e da sua família) mudou, mas a minha já tinha mudado antes (sem que eu tivesse percebido - vide considerações sobre a minha perspicácia mais acima). é que ele com os olhos pestanudos, o sorriso fácil e aquele coração grande de quem ama e se apaixona já tinha roubado o meu, sem que eu desse conta. desde aí para cá isto de partilhar a vida com ele, isto de ser amada por ele, isto de o ver a olhar para mim com um olhar de aceitação plena deixou-me o coração maior mas também mais frágil. não lido bem com essa fragilidade mas reconheço que o saldo é francamente positivo, para o meu lado. espero que também o seja para ele. em novembro passado, por entre tubos e máquinas com um ruído ensurdecedor, sussurrei-lhe ao ouvido. o que eu lhe disse fica entre mim e ele. hoje é o dia em que celebro mais um aniversário do meu cucu. hoje - em especial - a p**a da distância física que nos separa tem um peso (quase insuportável) que torna o coração mais apertadinho. como é que uma criatura nos pode virar a vida assim do avesso? não sei. mas sei que no final é muito BOM!


segunda-feira, 4 de março de 2013

d e l i c i o s o

ofereceram-me este livro. só pela dedicatória e por ter sido alguém especial teria, desde logo, amado mas é - para além disso - um g'anda mimo para a alma. lindo, lindo, lindo. a história, as ilustrações, o final.
não percam. é mesmo bom.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

despojos do melhor filme do ano (que a mim pouco me importa o que diz a academia)

And you scale the mountain because you're not afraid of it. You slay the dragon because you're not afraid of it and you cross through fire because it's worth it.

[Cristopher Waltz/King Schultz]
no seu discurso de agradecimento (dirigindo-se a Quentin Tarantino) após ter ganho o Óscar para melhor actor secundário - como King Schultz - em Django Unchained.
palavras estas que também fazem parte do guião do filme.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

"credo a tua vida dava um filme indiano"

foi a reacção escrita do Raio de Sol à minha última história.
nada de novo, portanto, debaixo do sol!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

repetição

este ano recebi duas missivas (de natal) escritas de duas pessoas que não se conhecem entre si mas de quem sou amiga.

criatura #1
"(...) Quando faço como diz a canção "count your blessings, instead of sheep" tu estás entre elas. A benção de um amigo verdadeiro, daqueles que te conhecem bem e são fiéis à verdade que tu és mesmo quando não a vês. Daqueles que te dizem que és "tótó" quando tens medos e não devias, daqueles que te dizem que "ainda há esperança" e te encorajam a disfrutar a vida, daqueles que te chamam "louca" e fazem disso um enorme elogio, ou te ameaçam por que te vêem em risco. Tu és uma amiga assim."

criatura #2
"(...) És alguém em quem posso confiar para ouvir a verdade e receber um abraço quando preciso! Obrigado por "implicares" comigo, é sinal que te preocupas. (...)"

depois de as ler senti-me coerente nas minhas atitudes.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

365


este ano cumpriu-se, uma vez mais, a produção de postais+presentes de natal by piquenina.
uma vez mais a ideia surgiu-me sem eu contar. numa ida a pé dos Clérigos em direcção a São Bento.
na verdade cada presente são 365 presentes porque, como diz no postal:

"Para mim o Natal é a qualquer hora, basta querer,
Gosto de dar e não preciso de pretextos para oferecer"
[Boss AC]

passo a explicar: nesta pen, que vêem na imagem, existem 365 ficheiros, organizados por meses, e um para cada dia de cada mês.
é suposto quem recebe este presente abrir um, e só um, ficheiro por dia, correspondente ao dia em que estamos.
dentro desta pen há vídeos, há cartoons, há músicas, há contos, há 365 presentes.
uns terão o sabor das pindéricas meias, oferecidas pelas tias e, outros, o doce sabor do primeiro amor.
pode-se copiar o conteúdo da pen para o pc pessoal e ter assim este "depósito de presentes" sempre há mão.
existem 120 músicas distribuídas pelo ano inteiro, só existe um cantor repetido, são por isso 119 intérpretes diferentes dos mais variados géneros e de diferentes nacionalidades. alguns muito conhecidos e outros duvido que alguém conheça.
existem imagens inspiradoras. outras somente divertidas. existem dicas de cozinha, contos de ficção científica, poemas... tudo para que possa, pelo menos uma vez por dia e durante um ano, presentear aqueles a quem quero bem.
existem alguns ficheiros escolhidos propositadamente para alguns dias do ano.

quando comecei não me dei conta da "empreitada" que seria organizar estes presentes. posso-vos dizer que passei muitas horas de volta disto. todas muito bem empregues porque, tal como em anos anteriores, é sempre um enorme prazer pensar, elaborar e concretizar estas ideias de natal que tornam (pelo menos) o meu natal diferente e especial.

e, como dizia em jeito de desabafo a uma amiga, é uma pena eu não ter ideias destas em catadupa e não conseguir fazer dinheiro com isso, porque isto dá-me mesmo muito, muito prazer.

domingo, 16 de dezembro de 2012

[sou adoptada]

mas desenganem-se aqueles que acham que dos meus pais não sou filha ou dos meus avós neta. e se dúvidas houvesse, a genética esclarece, bem como aquele sinal tão só, igual ao da avó, como quem vai a caminho da orelha esquerda.
sou adoptada porque me deixei adoptar, não sem algumas confusões muito próprias das adopções. numa família sou irmã e noutra sou tia, aquela que ninguém diria que um dia partiria sem data para regressar. naquela sou ao mesmo tempo madrinha, irmã, afilhada, comadre e, a bem dizer da verdade, já ninguém sabe como tudo começou. E na outra sou a cunhada a fingir, que um dia decidiu a mão do irmão pedir. naquela sou sobrinha, riqueza da sua tia que muito se angustia e definha quando me tenta telefonar. em nenhuma sou mãe e, aqui para nós, ainda bem! e, na grande maioria, não há nenhuma verdadeira genealogia que me permita encaixar.
sou adoptada e isso é a maior garantia de, um dia, ainda poder vir a ser pai!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

challenge accepted

"É preciso tentar ser feliz, nem que seja apenas para dar o exemplo." 
[Jacques Prévert]

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

não é a melhor, nem a mais bonita, música de natal mas é a minha preferida

domingo, 25 de novembro de 2012

manifestação na casota

Depois de terem sabido desta informação aqui juntaram-se e neste momento, em frente ao presépio na casota, decorre uma manifestação que junta equídeos e bovinos em protesto. A estes juntaram-se também alguns caprinos. Aqui está uma vista aérea.

E estas são as palavras de ordem daqueles que vêem o seu emprego e os seus direitos adquiridos revogados, ao fim de tantos anos.

 

domingo, 11 de novembro de 2012

gosto...

de quem se desnuda sem, simultaneamente, arranjar outros motivos de distracção. há, nesta entrega, uma verdade, uma força e uma beleza que ultrapassa o (eventual) embaraço de quem deste modo se apresenta. assim foi o concerto do antónio zambujo ontem no theatro circo. 5 músicos, 4 cadeiras, iluminação sóbria, o público ali em frente. a música. a autenticidade que só quem ousa desnudar-se assim será capaz de alcançar. e, de repente, há ali beleza em estado puro a acontecer, há uma pele arrepiada, há um sorriso que nasce espontaneamente, há um fechar de olhos e um sentimento de "é isto". não é um abraço vulcânico. é um encostar de cabeça naquela curva que une o pescoço ao ombro. não é fogoso. é aquele sol quente de final de tarde que aquece sem queimar. não é desenfreado. mas não deixa de ser livre.
e, exactamente por não ser arrasador, é indelével.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

do amor das pequenas coisas

do amor dos pequenos gestos. dos crepes ao pequeno-almoço. das mensagens no frigorífico. do livro que se oferece. das risotas no sofá. das canções que se partilham na viagem (as boas e as muito más). do lanche providenciado na hora. do telefonema que se faz para providenciar uma visita importante. da boleia que se dá (quando nem é para ali que se vai). da mensagem: "vou aí ter contigo". do(s) abraço(s) que não se nega(m). do jantar que se faz a quem chega sem avisar. da lágrima que fica nos olhos quando se diz: "até já" numa despedida. do ultimato/aviso: "vou esperar por ti porque quando chegares vais precisar de um abraço... ou mais. vou esperar-te hoje. nada de táxis estarei lá para vires, te fazer um chá..."
deste que é O amor que recebo e que espero conseguir dar de volta, ainda que às vezes muito atabalhoadamente.

domingo, 28 de outubro de 2012

Poemas que vivem na Casota

na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
[José Luís Peixoto]

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

viagens no tempo

faço muitas. algumas faço-as inadvertidamente.
aconteceu hoje quando, por acaso, ouvi esta música..
e voltei à minha infância.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Poemas que vivem na casota (não me recordo no número)

A Pedra de Toque

Isto que se pensa
isto que se diz
é o toque da pedra
o milagre do giz.

É o deslumbramento
de se poder gravar
na ardósia do momento
o grifo do mal estar.

É o pressentimento
de se poder somar
o riso com o risco
o rictus com o mar.

É possuir-se o lento
tempo de calar
(mui leal conselheiro
dos que sabem cantar).

É esperar-se por dentro
o que nos vem de fora
e atirar a pedra
nos homens e na hora.

José Carlos Ary dos Santos

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